Em entrevista à Sky News, o Presidente da Ucrânia adiantou que a adesão à Aliança Atlântica permitir-lhe-ia negociar depois, “de forma diplomática”, a devolução do restante território pela Rússia. Esta é a primeira vez que Volodymyr Zelensky admite o fim da guerra numa situação de controlo russo sobre território ucraniano
Publicação de Expresso
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Uma Nova Tensão Geopolítica no Mediterrâneo Oriental? As recentes declarações do presidente turco Erdogan sobre o estabelecimento de uma base naval no Norte de Chipre reacenderam preocupações sobre a estabilidade regional no Mediterrâneo Oriental. Este movimento destaca os esforços contínuos da Turquia para afirmar a sua influência na região e complica as já tensas relações com a Grécia e com a República de Chipre. A Turquia mantém uma presença militar substancial no Norte do Chipre desde a sua intervenção em 1974, o que levou à divisão da ilha. A recente sugestão de Erdogan de estabelecer uma nova base militar, similar à já existente base de drones em Lefkoniko, é vista como uma tentativa de fortalecer a posição estratégica da Turquia na região. Esta proposta surge, apesar das recentes reaproximações entre a Turquia e a Grécia, destacadas pela visita de Erdogan a Atenas e pela assinatura da "Declaração de Boa Vizinhança", visando a normalização das relações entre os dois países. No entanto, as tensões permanecem elevadas, já que ambas as nações têm reivindicações sobrepostas no Mediterrâneo Oriental, particularmente em relação às jurisdições marítimas e aos recursos energéticos. A postura de Erdogan sobre uma solução de dois Estados para Chipre, que exige o reconhecimento da República Turca do Norte de Chipre (RTNC), complica ainda mais os esforços diplomáticos. A UE e os EUA continuam a apoiar uma Chipre reunificada. O estabelecimento de uma nova base militar poderia exacerbar as tensões, especialmente com a administração cipriota grega e com a Grécia. A presença de uma infraestrutura militar turca tão próxima da Europa pode ser percebida como uma ameaça direta, levando a um aumento das fricções militares e políticas. Analistas sugerem que os desafios domésticos de Erdogan, incluindo problemas económicos e apoio decrescente, podem estar a impulsionar a sua política externa agressiva para mobilizar sentimentos nacionalistas. Analistas geopolíticos e militares alertam que as ações da Turquia podem levar a um maior isolamento dentro da comunidade internacional. A mídia europeia e os especialistas estão divididos sobre o assunto. Alguns veem as ações de Erdogan como um movimento estratégico para assegurar os interesses da Turquia no Mediterrâneo Oriental, rico em energia, enquanto outros alertam sobre os efeitos desestabilizadores que tais políticas podem ter na paz regional. A situação permanece fluida, com esforços diplomáticos em andamento para evitar qualquer grande conflito. Os planos de Erdogan para uma base naval no Norte de Chipre representam um desenvolvimento significativo que pode moldar as futuras dinâmicas na região. As partes interessadas na Europa e além dela, precisarão de navegar cuidadosamente por este cenário para garantir a estabilidade e evitar uma potencial escalada para um conflito mais amplo. Qualquer dia andamos todos à bulha!
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Observamos novos desenvolvimentos neste jogo de xadrez com a reeleição do Sonho Georgiano e o mais recente pedido da Rússia para a delimitação das fronteiras entre as regiões separatistas da Abecásia e Ossétia do Sul e os territórios controlados pelo governo georgiano, de modo a perpetuar e regularizar a ocupação russa nestas regiões. Estes desenvolvimentos, apesar de pouco notórios, são os sinais de aviso para aquele que sempre foi o objetivo do Kremlin: a restituição e reglorificação da União Soviética, derrubando o sonho da esmagadora maioria dos georgianos de integrar a União Europeia e na NATO.
A ode georgiana
onovo.pt
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Rússia ameaça Portugal com retaliação por envio de Kamov para a Ucrânia. “Encaramos a entrega de Kamov à Ucrania como uma medida hostil em relação ao nosso país, medida que faz parte da caminhada dócil e inconsciente de Portugal e de outros países da União Europeia pela trajetória desenhada por Washington.” Maria Zakharova, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Rússia - 20.09.2024. A porta-voz da diplomacia russa disse ainda que as “medidas de retaliação serão estudadas em sigilo” e serão conhecidas quando a Rússia começar a aplicá-las. Estão em causa seis helicópteros médios Kamov Ka-32A11B portugueses, usados para combate a incêndios, para apoiar Kiev na luta contra a invasão russa, iniciada em fevereiro de 2022. 📸@lusaagenciadenoticias #russia #ucrania #guerra #kamov #helicoptero #heli #uniaoeuropeia #ue #diplomacia #antoniopintopereira #portugal 🇵🇹
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Nesta terça-feira, 02/07/2024, um encontro tenso em Kiev entre Volodymyr Zelensky, o presidente em exercício da Ucrânia (o mandato acabou em 20/05/20224) e o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán. Orbán não gosta de Zelensky e é o maior aliado de Putin dentro da União Europeia e da OTAN. Mais: o caboclo é um crítico ferrenho do oceano de dinheiro desperdiçado pelo ocidente em ajuda militar e financeira à Ucrânia. Como em 01/07/2024 a Hungria assumiu a presidência rotativa da União Europeia até ao final de 2024, a visita e o encontro foram meramente protocolares, sem simpatia. Um compromisso oficial do bloco, e que não poderia ser evitado. Em um momento no qual a extrema-direita toma a política europeia de assalto, nos países mais ricos e no Parlamento Europeu, ter a Hungria no comando do bloco irrita muitos dos 27 países, dados os frequentes conflitos do país com Bruxelas pelas violações do Estado de direito e sua política externa pró-Rússia. O máximo que Zelensky arrumou foram conselhos para buscar uma solução pacífica para a guerra. Ou seja, a Ucrânia deveria aceitar as perdas territoriais e recomeçar do zero a relação com Moscou.
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Passados dois anos e meio do início da invasão de Putin à Ucrânia e no momento em que se definem as prioridades dos próximos cinco anos da União Europeia, reiteramos o nosso compromisso com o povo ucraniano. Apoiaremos a manutenção do apoio militar e financeiro dos países da União Europeia a Kiev. A vitória dos ucranianos será uma vitória pelos valores europeus e democráticos.
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SOBRE A EUROPA E SUAS RELAÇÕES CONFLITUOSAS COM A RÚSSIA. A Guerra da Crimeia (1853 - 1856) teria sido a pá de cal da frágil concertação de interesses que tornou viável a Paz de Viena de 1815 - bastou a Rússia invadir parte do território que hoje seria a Romênia, para todas as outras potências europeias, mais o Império Otomano, se juntarem contra ela. Desde então desencadeou-se uma série de conflitos sucessivos que se estenderam até 1871 - o mais emblemático teria sido a Guerra Franco-Prussiana, em 1870, que gerou uma fratura #geopolítica gravíssima na Europa, e que logo em seguida ocasionaria mais uma sequência de conflitos que desembocariam inevitavelmente na Primeira Guerra Mundial. Diante deste cenário, não seria exagero pensar que a intervenção russa na Geórgia, em 2008 - antes da intervenção na Crimeia em 2014 - , teria sido o pontapé inicial de um conflito mais amplo que se aprofunda na Ucrânia, e provavelmente não acabará por aí.
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enário Geopolítico Complexo: Desafios à Política Externa Russa e Instabilidades Regionais A Rússia enfrenta uma combinação de desafios geopolíticos que refletem a crescente complexidade de sua política externa. Desde tensões no Cazaquistão e Moldávia até questões persistentes na Transnístria e na Abkházia, os desdobramentos revelam dinâmicas que podem testar a resiliência da política do Kremlin.
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Porque é importante a Ucrânia ? Pondo de parte as narrativas do Ocidente e da Rússia, algumas delas que sāo mera propaganda, a Ucrânia é importante para os dois blocos por causa da sua posição geográfica, que condiciona quer a política, quer a estratégia. Para a Rússia esse território dá-lhe profundidade estratégica, ou seja dá -lhe tempo para lhe permitir defender-se, e defender a sua capital, que como constatámos, aquando da loucura de Perighozin ex-líder da Wagner , de Belgorodo na fronteira da Ucrânia até Moscovo o caminho é curto ,e muito rápido de percorrer, com uma força mecanizada e blindada. Os Ucranianos na sua invasāo de Kursk, nāo tiveram oposição Russa, e só nāo avançaram mais no terreno em profundidade , para nāo alongar demais as suas linhas de comunicações, ou seja o trajeto entre as bases logísticas à retaguarda na Ucrânia e a base logística da Força que penetrou no território Russo, pois malgrado essa Força ser constituída por quatro Brigadas, ou seja uma Divisāo, e esta ter normalmente Capacidade para apoiar e sustentar a Força durante cerca de um mês, ao fim desse tempo precisa de ser reabastecida. A Ucrånia para a Rússia é pelo exposto supra, uma ZonaTampão , que sempre serviu para desgastar qualquer pretenso invasor, como mostra a história militar europeia, desde Napoleão a Hitler, quando invadiram a Rússia. Para o Ocidente, temos que analisar o território Ucraniano sobre dois pontos de vista diferentes, nomeadamente para a Europa e para os EUA. Para a Europa o território é pelos mesmos motivos que para a Rússia, uma regiāo tampāo, que permite ganhar tempo para a sua defesa, enquanto que para os EUA a potência Marítima, a Ucrânia é importante porque é ali que deve conter o poder Continental , e desgastar o seu poder. Estes interesses sāo perenes no tempo, e sāo vitais para a Rússia e para a Europa e importantes para os EUA, ou seja interesses pelos quais se deve morrer, e se pode morrer, e se para os Ocidentais morrerem Ucranianos é melhor que de outros Estados Europeus, pois conseguem o seu objetivo sem custo político. Tudo o resto para além disto sāo narrativas como afirmei no início desta crónica que sāo elencadas como nāo podia deixar de ser com várias flores. Nuno Pereira da Silva Coronel na Reforma
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O cerco! (João-MC Gomes, In VK, 01-12-2024) A menos de dois meses da tomada de posse de Trump a situação geopolítica atual, marcada por uma série de desafios à estabilidade da Federação Russa, parece configurar um cerco político-militar orquestrado a partir de várias frentes. Essa pressão multidimensional abrange a Ucrânia, a Geórgia, a Síria e, possivelmente, novos desenvolvimentos no uso de mísseis de longo alcance pela Ucrânia. Uma análise estratégica precisa e concreta dos principais fatores que configuram esse cerco indica: 1. Ucrânia: O Conflito Prolongado e a Ameaça de Mísseis de Longo Alcance A Rússia, embora concretizando pequenas vitórias e avanços, continua a enfrentar desafios na sua intervenção militar na Ucrânia. Embora o controle do conflito seja uma prioridade para o Kremlin, a resistência ucraniana e o apoio ocidental, incluindo a possibilidade de mísseis de longo alcance, complicam a situação. A autorização para a Ucrânia usar mísseis de longo alcance significa uma escalada significativa, permitindo ataques mais profundos no território russo, com possíveis impactos em centros logísticos e em zonas críticas para a operação militar russa. A resposta russa será obrigatoriamente mais aguda e coordenada, levando a uma necessidade de consolidação de forças na frente ucraniana. Essa decisão criaria um dilema estratégico para a Rússia, já que a escalada em território ucraniano poderia resultar numa maior perda de apoio internacional, dificultando a situação militar e diplomática. 2. Geórgia: Instabilidade Institucional e Retirada da Proposta de Adesão à UE Na Geórgia, as tensões internas e conflitos institucionais estão em ascensão, particularmente com a recente decisão do governo de retirar a proposta de adesão à UE. Esta mudança é interpretada como uma retirada estratégica da Geórgia do campo de influência ocidental, para evitar uma maior escalada nas tensões com Moscovo. Ao mesmo tempo, isso pode ser uma tentativa de apaziguar a Rússia e mostrar que o território georgiano não se torna uma frente aberta contra ela. A instabilidade interna da Geórgia enfraquece a posição do Ocidente na região, abrindo uma oportunidade para a Rússia reestabelecer alguma influência. Essa situação de fragilidade governamental pode ser usada como um ponto de pressão adicional, desviando a atenção e os recursos russos de outras frentes. 3. Síria: Tentativas de Forças Opositoras para Assumir Aleppo Na Síria, a situação continua a ser uma frente de resistência para a Rússia, que apoia o regime de Bashar al-Assad. As forças contrárias a Assad estão a tentar assumir o controle de Aleppo, um movimento que visa desorganizar as forças russas presentes no terreno e forçar uma dispersão dos recursos militares russos. Este movimento cria uma nova ameaça para a Rússia, exigindo uma distribuição de forças e uma priorização estratégica que pode impactar a sua capacidade de concentração no conflito ucraniano. A perda ... https://lnkd.in/d8c3_Zap
O cerco!
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