ENQUANTO VOCÊ NÃO SE TORNAR SENHOR(A) DA SUA PRÓPRIA SOMBRA, ELA SERÁ A SENHORA DO SEU COMPORTAMENTO.

ENQUANTO VOCÊ NÃO SE TORNAR SENHOR(A) DA SUA PRÓPRIA SOMBRA, ELA SERÁ A SENHORA DO SEU COMPORTAMENTO.

Nós somos uma multiplicidade de desejos, impulsos e tendências...

Algumas de tais prerrogativas são “ajustáveis” e conciliáveis aos parâmetros sócio-culturais e morais nos quais nós fomos criados.

Porém, certos desejos e impulsos, por serem marginalizados pela cultura familiar, ou por serem desvalorizados pela cultura social, ou por serem recriminados pela moral religiosa, consequentemente, se tornam incompatíveis com o nosso “ideal de eu”.

E nesse contexto, nasce a nossa sombra...

A sombra é constituída por tudo aquilo que nós somos, porém, não podemos assumir ou reconhecer aberta e legitimamente, sob pena de sermos rejeitados ou criticados.

E o nosso ideal de eu é uma produção de personagem, que visa proteger o ego da possibilidade da rejeição e do desamparo.

Nesse caminho, seguimos anulando e reprimindo uma série de características naturais e legítimas do nosso ser, em favor desse eu idealizado...

Às vezes, não podemos confessar que estamos cansados ou desanimados - são aqueles que precisam ser "fortes" o tempo todo...

Às vezes, não podemos admitir nossa sexualidade - principalmente quando santidade e decência são sinônimos de uma vida assexuada...

Às vezes, não podemos assumir que gostamos de comer - principalmente aqueles que se sentem culpados por não ter um "corpo ideal"...

Só que isso não ocorre gratuita e impunemente em nossa alma...

E é justamente aí que mora o problema...

Porque aquilo que eu sou, mas por outro lado, eu não posso admitir ou reconhecer, tende a se intensificar, crescer e transbordar...

A sombra exige reconhecimento...

Sim, tais características passam a ser um verdadeiro fantasma, assombrando em sonhos e imaginações, e gerando compulsividades justamente na direção daquilo que mais se busca esconder.

Ora, o caminho da individuação não é o de transitar entre os extremos, mas sim, o de integrar, criativa e honestamente, TODAS as nossas características num EU equilibrado e sadio.

Mas, para isso, será necessário negociar com o pavor imaginário da rejeição...

Meu intuito nessa breve reflexão, não será resolver o problema, mas sim, apenas gerar reflexões...

Quem é você, quando ninguém vê?

Pense nisso!

Felipe Faria de Nazareth


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