Inovar ou renovar?

Inovar ou renovar?

No mundo do marketing, o digital já deixou de ser mais uma atividade. Passou a ser core. Inovação deixou de ser algo cool e passou a ser mandatório.

Mas no mesmo mundo do marketing, onde o criativo ainda tem um grande (o maior?) foco, como ficam as atividades digitais? Digo atividades digitais pois trata-se de uma quebra do dia do marqueteiro – de manhã ele esta aprovando o anúncio da TV e a tarde esta analisando o ROI das redes sociais projetadas nas vendas de seu ponto de venda.

Estamos vivendo uma era de questionamentos.

Qual é o perfil do marketing que vai se adaptar as novas mídias? São os Milleniuns, a Geração Y ou o executivo de marketing tradicional que esta se adaptando as novas tecnologias (nascidos no off-line agora vivendo no on-line)

Um dos pontos a ser questionado é: Quais destes grupos possui um perfil mais analítico, não apenas do ponto de vista de interpreter dados mas também interpretar tendências?

Pois os dados estão em todos os lugares, bem como as tendências.

Olhando para o mundo de Digital Marketing, eu vejo 3 grandes tendências que devemos acompanhar quando se trata de adoção tecnológica:

  • A base de meus dados e o uso disso para ações de marketing ficará dentro ou fora de casa? (agências, integradores, etc)?
  • Em ambos os casos, a fundação tecnológica escolhida por mim (ou por meu parceiro) é sólida? Estará comigo por mais 5 anos? Qual o risco de eu me associar a uma plataforma inovadora mas que pode ser vendida e eu perder todo o meu trabalho?
  • De quem são os dados? Meus, da minha agência, do meu parceiro tecnológico?

 Já vi todas as variantes destes cenários.

Clientes grandes terceirizando tudo. Clientes grandes internalizando tudo. Empresas comprando tecnologia como se fosse tonner de impressora, sem se preocupar com o longo prazo. Empresas sendo vendidas ou mudando de negócios e deixando clientes na mão. Empresas relegando seus dados a plataformas que comercializa dados.

De acordo com o estudo da ChiefMartec mostra como o Mercado de MarTech (Marketing + Tecnologia) evoluiu de 150 vendors e plataformas em 2011 para 3.874 em 2016.

 Isso quer dizer que:

  • Mais e mais as integrações serão inevitáveis.
  • Mais empresas empregam mais de uma plataforma de marketing.

As categorias (ou habilidades das plataformas), foram divididas em 6 pilares:

  • Propaganda e promoção.
  • Conteúdo e experiência.
  • Social e Relacionamentos.
  • Commerce e vendas.

Sendo assim, acredito que o professional de marketing que sairá exitoso não será o mais criativo, o mais visionário ou o mais analítico.

Acredito que o professional de marketing mais exitoso será o que inovar olhando de forma pragmática, sabendo o que quer fazer com os seus dados, com quem fará, e que possa minimamente vislumbrar dentro de uma equação de 3 partes (empresa, agência/implementador e plataforma) qual a forma de se relacionar com cada um, e forjar uma relação de confiança, baseada em saber quais são os planos de longo prazo para todas as pontas do seu business.

 Guilherme Toussaint trabalha com tecnologia para marketing a mais de 15 anos, ajudando empresas a gerir melhor os seus dados.

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