📰Reinvenções Digitais
12 de dezembro, quinta
Quem tinha um dinheirinho sobrando em 1980 e comprou certas ações na bolsa de valores se deu bem, pois foi em 12 de dezembro daquele ano que a Apple realizou seu IPO (Oferta Pública Inicial) na NASDAQ. O sucesso da oferta abriu caminho para o crescimento exponencial da empresa, consolidando-a como uma das mais influentes e valiosas do setor de tecnologia ao longo das décadas seguintes.
O que é calabreso?
Finalmente chegou aquela tradição de fim de ano tão esperada quanto a rabanada e a Corrida de São Silvestre: a Retrospectiva do Google revelou os maiores hits das buscas no Brasil em 2024, misturando esporte, cultura pop, memes e curiosidades existenciais que só a internet explica.
Entre os destaques, as Olimpíadas de Paris levaram Rebeca Andrade ao topo das pesquisas, enquanto memes como “Que show da Xuxa é esse?” provaram quais são as prioridades dos brasileiros. O clima também foi pauta quente, com buscas sobre inundações, ondas de calor e até furacões. Na cultura pop, Madonna e Bruno Mars brilharam nos shows mais procurados, enquanto “Divertida Mente 2” conquistou o público do cinema.
Entre as perdas do ano, o adeus a Silvio Santos marcou o fim de uma era televisiva, enquanto a música foi dominada por sucessos como "Casca de Bala" e "A Danada me Ligando". E claro, a pergunta “O que é calabreso?” segue sem resposta clara.
Siri mais esperta
A Apple lançou o iOS 18.2 com a tão aguardada integração do ChatGPT com a Siri, mas há um detalhe: só para os mais recentes iPhones 15 Pro ou superiores. Quem tem um modelo mais antigo? Bem, talvez seja hora de aceitar que a obsolescência programada venceu mais uma vez.
A novidade promete desde resumos de notificações (inclusive breakups nada sutis) até a criação de Genmojis personalizados. Usuários podem usar o ChatGPT via Siri sem login, mas quem optar por vincular sua conta ganha acesso a modelos mais avançados e histórico de conversas. A integração respeita as preferências de privacidade configuradas no ChatGPT, como a opção de não usar dados para treinar modelos.
Com mais de 2 bilhões de dispositivos em sua rede, a Apple busca tornar a IA acessível a um público maior. Enquanto isso, também investe pesado em chips para IA, reforçando seu compromisso com a expansão dessas funcionalidades no futuro. E, claro, não perde a chance de lucrar: oferece planos premium do ChatGPT com uma fatia de 30%.
Pronto para dominar tudo
O Google lançou o Gemini 2.0, sua IA "pronta para tudo", com promessas de fazer qualquer coisa, de lembrar onde você deixou seus óculos a jogar videogame melhor que você. Segundo Demis Hassabis, CEO da DeepMind, é “um degrau inteiro acima” do modelo Pro anterior, com custo e eficiência similares.
Projetos como o Astra, que ajuda a navegar o mundo, e o Mariner, uma extensão que literalmente usa o Chrome por você, mostram o lado "futurista" do Google. Já Jules, para debug de código, soa mais prático. Mas, como todo grande poder, vem o velho dilema: riscos de segurança. Hassabis propõe “testes em caixas de areia” antes de soltar essas IAs agentes pelo mundo.
Prepare-se: em 2025, segundo Hassabis, a era das IAs agentes começa de vez. Mas com o Google tentando colocar Gemini em absolutamente tudo, quem sabe não estejamos só dando boas-vindas ao nosso novo overlord digital?
X marca o ponto... final?
Desde que Elon Musk assumiu o controle do X (antigo Twitter), transformou a plataforma em uma espécie de praça pública desregulada, o que causou uma debandada de usuários: 2,7 milhões a menos nos EUA em dois meses.
Enquanto isso, Bluesky, o novo queridinho das redes sociais, cresceu 1.064% no mesmo período, atraindo figuras como Guillermo del Toro e Alexandria Ocasio-Cortez. O motivo? Segundo Bruce Daisley, ex-vice-presidente do Twitter, o X se tornou um recanto de extremistas, espantando quem não curte gritaria.
Até times de futebol, como St. Pauli e Werder Bremen, decidiram abandonar seus milhões de seguidores em nome de valores éticos. Se Musk queria reescrever o manual das redes sociais, conseguiu. Mas parece que ninguém gostou da leitura.
TL;DR
Ainda mais little e mais BRIEF
Falando no Elão Almíscar, ele está mais rico do que nunca: sua fortuna alcançou US$ 400 bilhões, impulsionada pela SpaceX, Tesla e apoio da administração Trump.
A Nvidia está enfrentando uma investigação antimonopólio na China, com o governo analisando possíveis práticas anticompetitivas e revisando a aquisição da Mellanox Technologies, comprada por US$ 6,9 bilhões em 2020.
A Mercedes-Benz desenvolveu uma tinta para EVs que transforma a carroceria em painel solar, gerando energia suficiente para cobrir até 62% da demanda diária sob condições ideais.
O YouTube lançou uma dublagem automática por IA para vídeos em inglês, disponível em oito idiomas, com expansão planejada para mais criadores em breve.
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Na verdade, não existe algo como os 'sem voz'. Existem apenas os deliberadamente silenciados ou os preferencialmente ignorados. — Arundhati Roy
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1 mO artigo "Reinvenções Digitais" nos leva a refletir sobre o impacto das inovações tecnológicas em nossas vidas, mas será que estamos realmente preparados para lidar com as consequências dessas mudanças? A integração de IA, como o ChatGPT na Siri, levanta questões sobre privacidade e dependência tecnológica. Estamos nos tornando excessivamente dependentes de dispositivos inteligentes, a ponto de comprometer nossa capacidade de pensar criticamente e tomar decisões informadas? Além disso, a transformação do Twitter em X sob Elon Musk nos faz questionar o papel das redes sociais como espaços de diálogo aberto e inclusivo. Será que estamos sacrificando a diversidade de opiniões em prol de uma liberdade de expressão sem limites? Convido todos a refletirem sobre como podemos equilibrar inovação tecnológica com responsabilidade social. Como podemos garantir que essas plataformas e tecnologias sirvam para enriquecer nossas vidas sem comprometer valores fundamentais? Compartilhe suas opiniões e experiências nos comentários!