A Soft Skills em Saúde
Como médico tive casos que me fizeram refletir profundamente sobre a entrega de valor na Saúde; tive pacientes cujo desfecho esperado era diferente do que acabou ocorrendo. Eu sou cirurgião, há anos atuo na área de Cirurgia do Trauma , e depois de refletir sobre problemas no atendimento em saúde, entendi que para contribuir de maneira exponencial precisava abordar o comportamento humano. Não o comportamento de pacientes, mas o comportamento da equipe assistencial.
As habilidades não técnicas ou Soft Skills voltaram a receber atenção nos últimos anos. Graças às redes sociais, a divulgação de conceitos simples que antes eram restritos aos alunos de coaching ou alguma platéia de negócios ficaram mais acessíveis. Hoje muito mais pessoas têm noção sobre empatia, auto-gestão e resolução de conflitos, por exemplo, e o gestor fora de uma área de pessoas também percebe que a melhoria do trabalho pode ser atingida com o desenvolvimento de habilidades não técnicas. No setor da Saúde, porém, muitos conceitos foram trazidos sem tradução, como se o contexto fosse semelhante ao do varejo. Isso não é demérito, mas não considera uma característica específica do setor, que é o trabalho em cenários de mudança rápida e complexos. Nesses cenários, as soft skills têm tanta importância quanto as hard skills, como mostra uma extensa área de pesquisa. Na Saúde isso acontece principalmente em salas de cirurgias e de emergências, e há uma lacuna para a qualificação em soft skills de quem trabalha com pacientes.
A startup Soft Skills em Saúde surge para qualificar os trabalhadores da saúde redefinindo o valor do comportamento humano. Baseada em conceitos da economia comportamental, conhecimento de medicina e ferramentas de tecnologia, traz capacitações teóricas com conteúdos inovadores, aulas práticas no metaverso e aplicação de ferramentas simples de outros setores econômicos na assistência em saúde.
Grupo Prontosul
1 a👏🏻