Vamos falar de amor.
No meio da conversa ouvi de um amigo a afirmação “eu me basto”. Na hora tentei buscar alguma justificativa para entender essa afirmação, com a qual não concordava.
Será que ele estava tentando dizer que sua autoestima era grande o suficiente para mante-lo estável? Ou estaria ele evoluído tanto ao ponto de ter alcançado o nirvana?
Tenho convicção de que ninguém vive sozinho. E depois de ver o filme “O Náufrago”, com Tom Hanks, tive a certeza que todos nós precisamos de um Sr. Wilson para trocar ideias.
“Diz o mestre: todos nós precisamos de amor.
O amor faz parte da natureza humana – tanto quanto comer, beber e dormir.
Muitas vezes sentamos diante de um belo pôr-do-sol, completamente sós, e pensamos:
Nada disto tem importância, porque não posso compartilhar toda esta beleza com alguém.
Nestes momentos, vale a pena perguntar: quantas vezes nos pediram amor, e nós simplesmente viramos o rosto para o outro lado? Quantas vezes tivemos medo de nos aproximar de alguém, e dizer, com todas as letras, que estávamos apaixonados?
Cuidado com a solidão. Ela vicia tanto quanto as drogas mais perigosos. Se o pôr-do-sol parece não ter mais sentido para você, seja humilde, e parta em busca de amor. Saiba que – assim como outros bens espirituais -, quanto mais estiver disposto a dar, mais você receberá em troca”.
Não nascemos para viver sozinho, pelo menos eu não.
Esse período de pandemia tem demonstrado isso de forma muito clara.
Fica muito difícil passar por todo esse processo sem um mínimo de convívio. E as redes sociais tem demonstrado isso. O numero de lives de shows, reuniões virtuais com grupos de interesse, interação com amigos que não víamos há anos, fazendo novas amizades virtuais, vendo mais televisão, ouvindo mais rádio, lendo mais livros, em fim, estamos ocupando nosso tempo e dividindo mais nossas experiências com nossos amigos.
Eu curto o por do sol e agradeço por mais um dia. Quando morava no Rio, era um dos que aplaudia esse momento. Não abro mão de fazer com ele tenha um sentido para mim, todos os dias.
O por do sol ainda faz sentido pra você?