Monografia: A INTERNET E SUA INFLUÊNCIA NOS FUTUROS PLEITOS ELEITORAIS (Parte 14)

Monografia: A INTERNET E SUA INFLUÊNCIA NOS FUTUROS PLEITOS ELEITORAIS (Parte 14)

OS PARTIDOS POLÍTICOS E A INTERNET

           Os partidos políticos devem se aprimorar quanto ao uso da internet para a difusão e divulgação das propostas partidárias aos seus membros e simpatizantes. Hoje, o que vemos é uma fragilidade em apresentar o programa de governo a um número pequeno de interessados. Mas, essa realidade, com o advento da internet deve e precisa mudar. Antigamente, vimos bandeiras partidárias serem taxadas de “esquerda” ou “direita”. Atualmente, com a profissionalização da gestão pública, deixamos de querer os “políticos de carreira” e nas últimas eleições percebemos o interesse de aproveitar “mão-de-obra” especializada que tiveram êxito em suas vidas privadas, ou seja, a sociedade está olhando com bons olhos empresários bem sucedidos em suas carreiras e profissões, causando assim, um estranhamento no meio político tradicional. Nas eleições de 2016, grande parte das chamadas “cidades grandes” (grandes colégios eleitorais), observamos a eleição de gestores públicos e não mais as figuras “carimbadas” da política de outrora. Isso, somente vem a engrandecer o convívio da coisa pública com os interesses particulares. Nem toda empresa privada, tem como objetivo tão somente o lucro desmedido (exemplo particular vê os investimentos em campanhas publicitárias na recuperação do meio ambiente, qualidade de vida de seus colaboradores etc.). Também não podemos deixar de avaliar que, nem todos os departamentos públicos estão abaixo do esperado quanto ao seu desempenho funcional. Exemplo claro tem o setor de ciência e tecnologia, aonde o Brasil, ano a ano, vem conquistando respeito internacional, através de seus engenheiros, cientistas e outros. O que observamos é que ambos os lados (privado ou público) podem, satisfatoriamente, conviver harmonicamente com suas visões centrais (lucro e causas sociais) fazendo assim, um intercâmbio entre o bem maior de todos, ou seja, a satisfação por um serviço público de qualidade e eficiência.

           Os partidos políticos devem arregimentar mais empresários, profissionais em geral (comunicação, direito, administração etc.), para com suas vastas experiências profissionais colocarem a serviço do bem comum. O setor público não necessariamente deve ter prejuízo tão somente nos serviços prestados. Exemplo claro são os investimentos em descobertas de medicamentos em grande escala, pois assim estará o Estado deixando de gastar enormes fortunas em gastos com doenças pré-existentes. Os investimentos em pesquisas científicas não se tratam de gastos e sim de melhora na qualidade de vida de toda à sociedade, quer seja possuidora de recursos financeiros ou não. Isso é investimento social!

           Neste contexto, a internet vai além de eventuais fronteiras divisórias, para aproximar eleitorado e governantes, para a divulgação de campanhas publicitárias, projetos de grande relevância social e também a difusão de compartilhamento de boas práticas e idéias no campo social. Uma boa idéia de Porto Alegre/RS pode sim ser facilmente aprimorada em São Luiz/MA, e mesmo através do distanciamento físico entre ambas, seus membros (pesquisadores, gestores, governantes ou sociedade geral), poderão estar conectados para a procura da melhor qualidade de vida de seus habitantes (independente da região que os esteja). Por esse motivo, a divulgação de projetos e plataformas de governo e gestão pública deve ser diuturnamente, divulgada pelos meios sociais de grande massa, pois só assim, poderemos unir essas forças para alcançar a resolução dos problemas que aflige grande parte da sociedade brasileira. Exemplo claro atualmente, é a procura da vacina para o combate ao mosquito transmissor de doenças no período de verão (época de calor e de grandes chuvas). Somente com a divulgação em massas das ações preventivas e o investimento no campo científico é que estaremos caminhando para a extinção desses que é um dos grandes problemas do início do século XXI. Precisamos nos unir numa corrente do bem, para podermos alcançar o êxito quanto ao bem maior que é a prevenção de eventuais doenças já diagnosticadas há anos em todo território nacional.

           Os partidos políticos devem trazer as discussões sobre o combate as doenças, enfermidades e tantos outros problemas, quer seja regionais ou individualizados. O papel do partido político é as discussões e a troca de experiências bem sucedidas entre seus simpatizantes e membros. Não se pode furtar de discussões para o melhoramento do Estado, quer seja, com propostas preventivas ou execuções de melhoramento de projetos existência ou em fase de execução. Essa é a figura central do partido político, trazer ao conhecimento maior de uma sociedade seus problemas e a solução desses. Não se pode aceitar partidos políticos “de gabinetes”. Essa ferramenta democrática deve estar difundida no meio social, através de palestras, discussões, discursos, reuniões e pautas pré-estabelecidas para fomentar a criatividade entre seus membros e participantes. (05.01.2017 – 11h40).

OSMAR DE CALDAS PEREIRA, advogado, pós-graduando em Direito Eleitoral e Processual Eleitoral pela Escola Judiciária Eleitoral Paulista - EJEP do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo - TRE/SP (2015/2016); Especialista em Direito Tributário pelo UNIFIEO (2006); Bacharel em Direito pela Universidade Paulista - UNIP (1999); Agente Fiscal de Rendas do Município de Jandira/SP (1998); Escrivão de Polícia do Estado de São Paulo (2000); Procurador Jurídico do Município de Jandira/SP (2006); Procurador Jurídico do Município de Itapevi/SP (2013); Fundador do escritório CALDAS ADVOCACIA

E-mail: doutorcaldas@adv.oabsp.org.br - Fone: (11) 9.4887-5796 (WhatsApp).





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