A CORRIDA PELO OURO
A cada dia aparecem novas ferramentas, mas o objetivo da comunicação não mudou

A CORRIDA PELO OURO

Numa busca rápida por oportunidades no LinkedIn ou em outros sites de emprego, a área da comunicação que mais oferece vagas no momento é a do Marketing Digital.

O Social Media é o profissional da vez, não desfazendo do seu conhecimento e sua especialização, mas a impressão é que só esse cara sabe se comunicar com as pessoas hoje e fazer a ligação da marca com seu público. Será?

A impressão que tive nos últimos seis meses de busca, é de que aquele profissional (jornalista, publicitário, relações públicas) virou um dinossauro e foi engolido pelos marqueteiros, mas não é bem assim.

Fazendo uma análise mais profunda vemos que ambos querem obter o mesmo resultado, mas seguem caminhos diferentes para chegar no mesmo lugar. Até nem são ferramentas tão diferentes assim, mas as nomenclaturas e definições essas sim são bem distintas.

Hoje está na moda: SEO, CRM, Inbound, Branding entre outros recursos do Marketing Digital.

Por exemplo, em televisão, Branding nada mais é que a preocupação com a estética do programa, realizando a atualização e adaptação de marca, trilhas, tarjas, cenário...

No caso do Inbound, posso citar as estratégias de formatos e linguagens para falar, comunicar-se mais próximo da realidade do público. Com apresentadores e repórteres sendo mais empáticos no momento de contar as reportagens.

Mas no fundo o que se quer com isso? Alcançar o público-alvo (que também tem outro nome “persona”). Além da venda física, por e-commerce ou redes sociais, o que se pretende é gerar engajamento pelo Facebook, Instagram, LinkedIn, Twitter, YouTube...

O que eu quero trazer para essa reflexão, é que esse sempre foi objetivo da comunicação, independente da era tecnológica que ela se encontra. Sou um jornalista especializado em televisão, e minha busca constante sempre foi me conectar com o telespectador.

Minhas regras:

- Uma boa história com uma narrativa empolgante, com empatia, sempre chama a atenção de quem está do outro lado.

- A estética sempre enche os olhos do ser humano. Lembre-se que antes da imagem em movimento as artes plásticas já tinham esse papel.

- Se eu não emocionar eu não convenço ninguém de que meu produto é relevante. Não basta ser apenas informativo, a história precisa ser atrativa.

Em resumo, novas ferramentas podem surgir, novas tecnologias, perfis profissionais..., mas a regra do jogo é uma só “Relevância e Emoção”. Por fim o óbvio: falamos de gente para gente.

Joice Bruhn

Especialista em Conteúdo | Comunicação e Marketing |

3 a

A nova roupagem dos termos existe desde sempre. Eu faço educação continuada em marketing digital nos últimos anos e percebo que todo jornalista deveria fazer o mesmo, não são profissões que se sobrepõe . 🙌🏻 se complementam.

Micael de Avilla

Empreendedor | Comunicador | Apresentador | Gestor Pessoas e Projetos | Gestor de Backstage |

3 a

Perfeito Basílio! No final da “experiência” o Empresário vai perceber que jogou dinheiro fora.

Elaine Barbosa dos Santos Rota

Jornalista, Especialista Marketing Digital, Ecommerce, Gestão da Comunicação e Mídias Sociais

3 a

Amei esse texto e como jornalista vejo o atual cenário com o mesmo olhar. Estamos presenciando uma nova roupagem e nomenclaturas diferentes para estratégias e objetivos já existentes. Uma particularidade do jornalismo e que vejo como diferencial é a habilidade de chegar ao público alvo (persona) com uma linguagem e abordagem acessível a todos, independente de classe social ou nível de escolaridade. A junção das estratégias de marketing com a expertise do jornalista é o casamento perfeito para uma campanha eficiente, seja ela qual for.

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